Fearless Women's

Editorial

Sinônimo de elegância e belas paisagens naturais, o Jockey Club Brasileiro é reconhecido pela sua sofisticação, glamour e emoção desde 1920, quando foi construído. Considerado um marco na paisagem carioca sua arquitetura eclética tardia, possui desde  inspirações gregas da antiguidade até de palácios parisienses. Vale lembrar que no final do século XIX, início do séc. XX, a corrida de cavalos era um dos esportes mais valorizados e associados à elite no Rio de Janeiro. Naquela época, enquanto homens importantes da alta sociedade carioca compareciam às tribunas para assistir às corridas, suas mulheres desfilavam sua elegância com belos trajes e chapéus. Até hoje, após 85 anos de existência, pelo menos uma vez ao ano, o Grande Prêmio Brasil, a prova mais importante do turfe continua atraindo homens e mulheres com trajes sofisticados para assistir às corridas tamanha sua força histórica.

Diferentemente daquela época, a mulher mudou muito seu papel na sociedade, participando ativamente. Para integrar toda essa a história ao editorial, a estilista Mel Bessa, nascida e criada no Jockey conhece cada cantinho de lá e quis trazer sua memória e criatividade para um lugar cheio de histórias para ela. A ideia era mostrar a transição de uma mulher, sua força, sua integração com o ambiente de sofisticação/luxo e de natureza/campestre que o Jockey proporciona até hoje.

Os vestidos mais clássicos nos remetem ao estilo da corte francesa de Maria Antonieta, por suas saias serem mais pesadas e cheias e com laços se adequaram a estilo mais clássico e foram fotografados próximos à elementos da arquitetura que lembram Palácios parisienses.

O vestido com estilo vintage, que lembrava os anos 1920 foi posicionado em uma escadaria que nos transporta para um novo tipo de mulher estava nascendo naquela época, que dançavam, votavam, participavam de festas até o amanhecer, eram alegres e muito avançadas para àquela época.

Já o vestido com estilo mais contemporâneo, traz a mulher de hoje, em que o poder e voz são inegáveis, fazem parte dela, como uma segunda pele. O vestido escolhido é repleto de transparências, fluidez, uso de tom nude para confundir com o tom de pele, mostra toda personalidade, modernidade e força da mulher na sociedade. É uma mulher que busca contato com o que há de mais profundo, que usa o que a faz bem e que tem a personalidade dela. Por isso, a rusticidade natural, da areia onde os cavalos correm, da grama, dos lagos e a paisagem imponente do cristo redentor foram as paisagens escolhidas, por serem ambientes criados pela natureza, naturalmente belos e profundos.

Com uma paleta com tons claros, leves e delicados na maquiagem e cabelo com um “quê” de despojado, mais moderno, sendo finalizado com grinaldas handmade, bem delicadas, que faziam o link entre o rústico e o clássico. Por isso, mesmo nos vestidos mais clássicos sempre há um detalhe autoral. Através de elementos, como decotes profundos que mostram sensualidade, transparências que enganam os olhos como se fossem parte do vestido estivesse costurado na pele da mulher, dando efeito de segunda pele ou flores aplicada se laços que trazem romantismo e delicadeza e bordados com pedrarias que trazem a origem, as raízes da história do lugar, assim como o luxo. Os buquês seguiam a paleta do clássico com tons pastel de pêssego, off, enquanto a desconstrução do buquê clássico acontecia no look contemporâneo pelo uso tons mais fortes entre Rosa, Lilás e Marsala e formato mais irregular.

É importante deixar clara a transição de uma mulher princesa para uma mulher da atualidade, moderna, cheia de princípios, participativa na sociedade e que valoriza seu corpo. Acima de tudo, quisemos mostrar que existem mulheres fortes por trás do vestido, e que podem ser românticas, sensuais, delicadas, independente do look. Quisemos valorizar a beleza feminina, sua força na sociedade. E que independente de sua escolha, seja de um vestido que pode ser mais clássico ou moderno, desde que sejam sua segunda pele literal ou não, mostrem sua personalidade, valorização a mulher, o feminino e que mostre seu importante papel na sociedade.

Parceiros do Editorial:

Vídeo: Casaba filmes

Fotografia: Muniz e Maia fotografia

Beleza: Studio 409 – Priscila Lima

Buquês: Drica

Modelo: Eloise Yamashita

Grinalda: Diana Benchimol e Faerie touch

Cenário: Jockey Club Brasileiro